Nadador | Swimmer | 2007

exhibitions | exposições

Infiltração
Paço Municipal, Porto Alegre, RS 2009

Tempo ‘buscar’
SESC Piracicaba, Piracicaba, SP 2009

SESC Pinheiros, São Paulo SP 2007

Counter Flow
(F.A.q.2) Sincretismo dos Sentidos
SESC Ipiranga, São Paulo, SP

Não sem razão, incorporei a fotografia e o vídeo aos trabalhos, mas esses recursos não mudaram os conceitos que norteavam a pesquisa até então.
O seguinte passo foi a escolha da água como material. A água, como patrimônio de vida, que me jogou para a superfície e em seguida para seu local de origem, ou seja, para dentro do subsolo onde se encontram as reservas subterrâneas.

Foi inevitável começar á olhar o subsolo urbano e suas metáforas. Assim, voltei meu olhar para a cidade, passando do aqüífero para o espaço urbano.

Um paradoxo me levou a desenvolver paralelamente o projeto (I)mobilidade, ( 2007 – 2010). Neste os nadadores sempre em piscinas, têm seus movimentos contidos pelo confinamento, por uma força contrária, uma situação sem saída. Nadam até a exaustão sem ir à lugar algum, nadam contra a corrente ou ficam presos e confinados. A proposta consiste na reflexão sobre a imobilidade do cidadão e a morosidade da condição sociocultural e política do mundo contemporâneo. Trata-se de entender o processo de confinamento imposto no espaço de grandes metrópoles.

Enquanto imobilidade significa um estado de inércia, força oposta ao movimento, faz pensar no estado de rigidez da pessoa parada. (I) Mobilidade provoca um visível estado de pressão emocional, pela oposição entre deslocar-se ou não deslocar-se. Talvez seja uma tentativa de apontar a fluidez como metáfora para os tempos atuais. Diferente dos sólidos, os líquidos não são contidos com facilidade mas..... e porque não amarrar os sólidos dentro do líquido?