Roda Viva | Live Wheel | 2018

exhibitions | exposições

A Instalação Roda Viva consiste em um espaço de convivência
com tapetes antigos, instalação sonora, adesivação
nas janelas e a iluminação por holofotes que replica a imagens nas paredes da sala.

Exposição RETROTOPIAS
Bienal de Arte de São Paulo

EDIFICIO MADALENA LAURA
Rua Rego Freitas, 454 São Paulo

Alexandre Orion // Andrea Boller // Arthur Scovino // Ayrson Heraclito // César Meneghetti // Cristina Elias // Ding Musa // Gafi // Grada Kilomba // Herbert Baglione // Katia Salvany // Luiz Martins // Giancarlo Latorraca // Jê Americo // Monica Nador // Rodrigo Linhares // Sonia Guggisberg // Tinho // Daniel Minchoni + Sarau do Burro // Ateliê Tipográfico // Cristina Elias // Ding Musa // Fyodor Pavlov-Andreevich // Cruz Sesper Trio e Julia Tranchesi.

RETROTOPIAS é um evento paralelo à 33. Bienal de São Paulo

Projeto de arte contemporânea, Retrotopias intensifica o calendário de paralelas à Bienal de Arte de São Paulo
Montagem ocupa 6 andares do edifício Magdalena Laura e o teatro Next, no Centro (SP). Formatos incluem fotografia, vídeo, grafite, pintura, escultura, performance, música, produção gráfica, dentre outros.

Polarização ideológica, Lava-Jato, Brexit, Trump, a reorganização do poder entre Oriente e Ocidente, uma nova proposta de globalização liderada pela China, a perda de crédito nas instituições, o retorno do extremismo na política, nova onda imigratória, o desmonte do estado são todos elementos de discórdia que testemunham a diferença entre um mundo repleto de certezas que havíamos previsto e o presente, repleto de incertezas.

O título, um neologismo efetivo inventado pelo grande sociólogo polonês Zygmunt Bauman no seu homônimo volume póstumo, fala de um futuro de retornos de e para o passado. A "retrotopia" segundo Bauman, é o oposto de utopia para evitar a distopia, é uma utopia voltada para trás, onde as mudanças não seriam mais pensadas como uma viagem para o futuro, a uma terra desconhecida e imaginária, mas como um passo de volta, para um tempo conhecido, reconfortante e sobretudo, dotado de potenciais enormemente reprimidos ou negados no passado.

A mostra será realizada em colaboração com o Fundação Madalena Laura, Fundação Campari, Fundação Belas Artes, Pivô Arte e Pesquisa (...), e é dedicada a vitalidade artística da cena artística paulistana e nacional, em um momento histórico contraditório e extraordinário com feridas abertas para uma outra visão de mundo possível. Neste mundo incerto em termos globais a arte é chamada em causa para encontrar um sentido, uma outra visão, um diálogo em equilíbrio.

Roda Viva é uma instalação sonora documental sobre a onda de migrações contemporâneas na Grécia.
As captações são organizadas em grupos sonoros e passam pela travessia no mar, por ruídos de barcos e águas, por rezas e cantos dentro nos campos de refugiados, por passos e sons do corpo humano para então construírem uma paisagem sonora.

Roda Viva apresenta ao publico uma reflexão sobre uma realidade distante: a gigantesca onda de migrações na Europa. É um trabalho sonoro-documental que traz a capacidade de um objeto ser portador de uma paisagem imersiva, possibilitando experimentar, testar e incorporar a força dos ruídos originais para trabalhar as questões atreladas a realidades distantes.

Organização técnica:

A instalação conta com um sistema computadorizado em diferentes canais que reproduzem este documentário sonoro.

A interface criada no Programa Max para este trabalho reproduz toda a gama sonora
(mais de 300 arquivos) divididos em sete grupos da seguinte maneira: Enquanto um
canal de áudio toca a seleção de sons do grupo contínuo, ininterruptamente, um dos
outros grupos de sons são reproduzidos, caixa a caixa, ocupando as seis caixas.

Grupos sonoros:
Som contínuo - Passos humanos
1- Sons do corpo humano
2- Barulhos da água
3- Ruídos de motores de barco
4- Bowls e rezas árabes
5- Crianças no campo brincando e cantando
6- Cantos e musicas dos refugiados
Ficha Técnica:
Desenvolvimento técnico: Matheus Leston
Assistente de produção: Amanda Carvalho

RETROTOPIAS uma exposição multidisciplinar que combina pesquisa artística, fotografia, vídeo, grafite, pintura, escultura, performance, design, música, arquitetura e urbanização se desdobra em torno de obras que catalisam a atenção, capazes de recriar o sentimento de futuro no espaço da cidade e sua dinâmica.

Alexandre Orion // Andrea Boller // Arthur Scovino // Ayrson Heraclito // César Meneghetti // Cristina Elias // Ding Musa // Gafi // Grada Kilomba // Herbert Baglione // Katia Salvany // Luiz Martins // Giancarlo Latorraca // Jê Americo // Monica Nador // Rodrigo Linhares // Sonia Guggisberg // Tinho // Daniel Minchoni + Sarau do Burro // Ateliê Tipográfico // Cristina Elias // Ding Musa // Fyodor Pavlov-Andreevich // Cruz Sesper Trio e Julia Tranchesi.

São Paulo, quarta-feira, 5 de Setembro 2018 às 19h - se inaugura RETROTOPIAS uma mostra, que é um desafio à nossa ideia de metrópole e que usa a intensidade e a riqueza da arte contemporânea para evidencia-la. Idealizada por Renata Junqueira de Azevedo e com o apoio de Antônio Rocco, com a curadoria participativa de William Baglione, Luiz Martins e César Meneghetti a mostra ocupa quatro andares do Edifício Madalena Laura no centro nevrálgico de São Paulo.