Roda Viva | Live Wheel | 2018

Roda Viva (Live Wheel)

Roda Viva is a documental sound installation about the contemporaneous migration wave in Greece. Audio samples are organized in sound groups passing through sea crossing, boats and water noises, prayers and chants inside refugee’s camps, human steps and body sounds then building a soundscape.

Roda Viva presents to public a reflectance about a remote reality: The gigantic migration wave in Europe. It is a sound documental work that brings the capacity of an artifact holding an immersive landscape, enabling to experience, test and incorporate the original noise strength in order to process the remote reality questions.

Technical set up:

The installation relies on a computerized system playing in several channels this audio documentary. Based on Max software, the interface created reproduces all the audio gamma (more than 300 sound files) divided in seven groups. While one audio channel plays the continuous group selection in a non-stop way, one of the other groups are played speaker by speaker up to being played in all six speakers.

Sound groups:
Continuous sound - Human steps
1. Human body sounds
2. Water sounds
3. Boat engine noises
4. Arab bowls and prayers
5. Children playing and singing on refugee´s camp
6. Refugee´s songs and chants

Technical sheet:
Technical development: Matheus Leston
Production assistant: Amanda Carvalho

Roda Viva

Roda Viva é uma instalação sonora documental sobre a onda de migrações contemporâneas na Grécia. As captações são organizadas em grupos sonoros e passam pela travessia no mar, por ruídos de barcos e águas, por rezas e cantos dentro nos campos de refugiados, por passos e sons do corpo humano para então construírem uma paisagem sonora.

Roda Viva apresenta ao público uma reflexão sobre uma realidade distante: a gigantesca onda de migrações na Europa. É um trabalho sonoro-documental que traz a capacidade de um objeto ser portador de uma paisagem imersiva, possibilitando experimentar, testar e incorporar a força dos ruídos originais para trabalhar as questões atreladas a realidades distantes.

Organização técnica:

A instalação conta com um sistema computadorizado que reproduz em diferentes canais este documentário sonoro. A interface criada no Programa Max reproduz toda a gama sonora (mais de 300 arquivos) divididos em sete grupos. Enquanto um canal de áudio toca a seleção de sons do grupo contínuo ininterruptamente, um dos outros grupos de sons são reproduzidos, caixa a caixa, ocupando as seis caixas.

Grupos sonoros:
Som contínuo - Passos humanos
1- Sons do corpo humano
2- Barulhos da água
3- Ruídos de motores de barco
4- Bowls e rezas árabes
5- Crianças no campo brincando e cantando
6- Cantos e músicas dos refugiados

Ficha Técnica:
Desenvolvimento técnico: Matheus Leston
Assistente de produção: Amanda Carvalho

RETROTOPIAS é um evento paralelo à 33º Bienal de São Paulo.
Projeto de arte contemporânea, Retrotopias intensifica o calendário de paralelas à Bienal de Arte de São Paulo.
A montagem ocupa 6 andares do edifício Magdalena Laura e o teatro Next, no Centro (SP). Formatos incluem fotografia, vídeo, grafite, pintura, escultura, performance, música, produção gráfica, dentre outros.
Polarização ideológica, Lava-Jato, Brexit, Trump, a reorganização do poder entre Oriente e Ocidente, uma nova proposta de globalização liderada pela China, a perda de crédito nas instituições, o retorno do extremismo na política, nova onda imigratória, o desmonte do estado são todos elementos de discórdia que testemunham a diferença entre um mundo repleto de certezas que havíamos previsto e o presente, repleto de incertezas.
O título, um neologismo efetivo inventado pelo grande sociólogo polonês Zygmunt Bauman no seu homônimo volume póstumo, fala de um futuro de retornos de e para o passado.
A "retrotopia" segundo Bauman, é o oposto de utopia para evitar a distopia, é uma utopia voltada para trás, onde as mudanças não seriam mais pensadas como uma viagem para o futuro, a uma terra desconhecida e imaginária, mas como um passo de volta, para um tempo conhecido, reconfortante e sobretudo, dotado de potenciais enormemente reprimidos ou negados no passado.
A mostra será realizada em colaboração com o Fundação Madalena Laura, Fundação Campari, Fundação Belas Artes, Pivô Arte e Pesquisa (...), e é dedicada a vitalidade artística da cena artística paulistana e nacional, em um momento histórico contraditório e extraordinário com feridas abertas para uma outra visão de mundo possível. Neste mundo incerto em termos globais a arte é chamada em causa para encontrar um sentido, uma outra visão, um diálogo em equilíbrio.

RETROTOPIAS uma exposição multidisciplinar que combina pesquisa artística, fotografia, vídeo, grafite, pintura, escultura, performance, design, música, arquitetura e urbanização se desdobra em torno de obras que catalisam a atenção, capazes de recriar o sentimento de futuro no espaço da cidade e sua dinâmica.

Alexandre Orion // Andrea Boller // Arthur Scovino // Ayrson Heraclito // César Meneghetti // Cristina Elias // Ding Musa // Gafi // Grada Kilomba // Herbert Baglione // Katia Salvany // Luiz Martins // Giancarlo Latorraca // Jê Americo // Monica Nador // Rodrigo Linhares // Sonia Guggisberg // Tinho // Daniel Minchoni + Sarau do Burro // Ateliê Tipográfico // Cristina Elias // Ding Musa // Fyodor Pavlov-Andreevich // Cruz Sesper Trio e Julia Tranchesi.

São Paulo, quarta-feira, 5 de Setembro 2018 às 19h - se inaugura RETROTOPIAS uma mostra, que é um desafio à nossa ideia de metrópole e que usa a intensidade e a riqueza da arte contemporânea para evidencia-la. Idealizada por Renata Junqueira de Azevedo e com o apoio de Antônio Rocco, com a curadoria participativa de William Baglione, Luiz Martins e César Meneghetti a mostra ocupa quatro andares do Edifício Madalena Laura no centro nevrálgico de São Paulo.