MUMA Curitiba | 2001

exhibitions | exposições

exposição individual | solo exhibition
Museu Metropolitano de Curitiba, PR

 

Exposição: ARTE TEM GÊNERO? MULHERES NA COLEÇÃO DE ARTE DA CIDADE.

Centro Cultural São Paulo, 2018.

 de 10/8 a 14/10

ARTISTAS

Amélia Toledo | Ana Kalaydjian | Ana Maria Maiolino | Carmela Gross | Célia Euvaldo | Claudia Andujar | Claudia Jaguaribe | Cristina Canale | Dora Longo Bahia | Edith Derdyk | Gordana Manic | Jac Leirner | Lenora de Barros | Lydia Okumura | Lygia Pape | Mary Dritschel | Mônica Rubinho | Nazareth Pacheco | Regina Silveira | Regina Vater | Rosana Paulino | Rosangela Rennó | Sonia Guggisberg | Stela Barbieri

Centro Cultural São Paulo, 2018.

Vidas Suspensas | Fabiana Werneck
Em suas recentes obras , Sonia Guggisberg continua a trabalhar com materiais industriais .O feltro , já utilizado pela artista em outras obras é moldado resultando superfícies de caráter maleável , dóceis . A borracha que é somada ao feltro tem como qualidade imediata a elasticidade mas essa função cede lugar a uma apreensão puramente estética e gráfica ,ou seja , visual.
Em certos momentos , parecem encarregadas da circulação de energia entre os tubos como as veias no corpo humano . Outro material é adicionado as suas delicadas estruturas: o aço inoxidável . Como o feltro , esse material é usado para a construção de novas formas tubulares . Ao mesmo tempo que parecem permitir a criação de variadas formas , certos contornos e faturas são impostos pela limitação dos materiais escolhidos.
Fora os materiais , a evidência do gesto no trabalho de Sonia é outra questão relevante .Ele é tão presente que quase conseguimos visualizar o último ajuste da artista . A fragilidade é patente , como é clara a suavidade das obras . Parecem vidas inanimadas e dependentes . São formas que oscilam entre a abstração e a figuração , entre o masculino e o feminino. Como Eva Hesse ou Lygia Clark, Sonia procura a sensualidade da forma . Além de uma qualidade emocional são esculturas que têm o corpo como referência.

As peças que a artista apresenta nesta exposição são silhuetas da incerteza de um vazio, diferentes maneiras pelas quais uma obra pode apresentar ambiguidades . Ao mesmo instante que visualizamos uma fragilidade em suas dobras, pois elas necessitam de apoio, os trabalhos apresentados são estruturas densas construídas por um gesto seguro, com materiais vigorosos.

São obras vitais que se ocupam com sua própria existência mais do que com a vida em geral. Existem fora de qualquer sistema rígido formal ou de relacionamentos e harmonizam o planejado com o acaso.